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Consulta de Doentes Complexos (CDC) sem Médico de Família - Ficha Clínica
EP29252
Consulta de Doentes Complexos (CDC) sem Médico de Família - Ficha Clínica
Submitted on 28 Sep 2018

Coelho C, Andrade Rosa I, Marques Pires I, Lopes S, Fernandes A
ACES Almada-Seixal
This poster was presented at II Jornadas do Internato Médico da ARS-LVT
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Poster Abstract
Palavras-chave: Médico de família (MF); enfermeiro; doença crónica; gestão

Introdução: Pretende-se divulgar e discutir a Consulta de Doentes Complexos sem Médico de Família (CDC), em funcionamento numa UCSP desde janeiro de 2018.
Objetivos: A implementação da CDC tem como objetivos: prestação de cuidados de saúde adequados a doentes complexos sem MF; ensaio de modelo de seguimento com enfermeiro gestor de caso; treino de internos de Medicina Geral e Familiar (MGF).
Pertinência: Na UCSP estão inscritos cerca de 12.400 utentes sem MF. Trabalham na UCSP enfermeiras competentes para o acompanhamento de doentes crónicos estáveis e existem internos de MGF no ACES que beneficiam em efetuar consultas a doentes complexos mal investigados e controlados, sob supervisão.
Descrição: A CDC destina-se a doentes complexos sem MF e sem possibilidade de acesso a outros cuidados de saúde. A equipa é composta por duas consultoras em MGF (responsáveis), 15 internos de MGF do 3º ano e 2 enfermeiras. A cada doente são realizadas pelos internos duas consultas médicas de uma hora. Caso reúna critérios para acompanhamento, é elaborado um Resumo Clínico Personalizado, que inclui o plano de acompanhamento negociado, cuja cópia é fornecida ao doente. Posteriormente, a gestão do doente passa a ser realizada pelas enfermeiras, em colaboração com as médicas responsáveis, até à atribuição de MF.
Entre 1 janeiro e 30 junho 2018 foram realizadas 108 primeiras consultas, 80 segundas consultas e 6 consultas subsequentes. 71 doentes entraram para o programa de acompanhamento. Desses doentes: 40 são mulheres e 31 homens; a idade média é 64 anos; 70 têm Diabetes tipo 2; 68 têm três ou mais problemas crónicos; 55 são hipertensos; 44 têm dislipidemia; 22 têm obesidade; 19 têm patologia crónica osteoarticular; 8 têm perturbação depressiva.
Discussão: A CDC tem-se revelado benéfica para doentes (controlo e vigilância de multimorbilidade, participação na elaboração e posse do plano de acompanhamento), internos (treino de avaliação e gestão de doentes complexos, com tempo suficiente e supervisão) enfermeiras (empoderamento e promoção do trabalho em equipa) e ainda para a organização dos serviços (modelo alternativo centrado num enfermeiro gestor). Contudo, poderá ser encarada como uma paliação da falta de MF, diminuindo a pressão para a resolução deste problema.
Conclusão: Esta forma de organização dos cuidados pode ser de considerar em situações semelhantes, noutras unidades de saúde.

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